
“O Dinheiro do povo não é Capim”
Os estudantes da UFRB manifestam no dia 25 sua indignação com a situação da universidade
“O dinheiro do meu pai não é capim, eu quero o Leite Alves, sim. Eu quero, eu quero, eu quero o Leite Alves sim. O dinheiro do povo não é capim, eu quero o Leite Alves sim”; cantavam em coro os estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na histórica Praça da Aclamação de Cachoeira no dia 25 de Junho. No mesmo local há 186 anos os cachoeiranos lutavam pela Independência da Bahia.
Aproveitando a presença do governador, Jaques Wagner, e de outras autoridades na cidade - capital simbólica do estado neste dia -, os estudantes da UFRB se organizaram para reivindicar o término das obras do Quarteirão Leite Alves, futuro campus da universidade, e melhoria na assistência estudantil. A idéia da manifestação surgiu a partir dos diretórios acadêmicos dos cursos do CAHL- Centro de Artes Humanidades e Letras,que levaram para discussão em assembléia geral o modelo da manifestação.
Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os estudantes seguravam faixas com frases como “ Universidade Pública e de qualidade já!”, “Movimento dos estudantes sem-teto”, “3 anos de espera!” entre outras.
Os estudantes estão a dois anos em locação provisória em um prédio anexo do Colégio Estadual da Cachoeira. A cada dia o governo federal dá um novo prazo e justificativa para o atraso das obras.
“Eu esperava encontrar tudo, mas não encontrei nada. Idealizei uma universidade cheirando a tinta, com cadeiras novas, laboratórios...Cheguei aqui e encontrei este prédio horrível. Deu vontade de voltar para casa. Eu me sinto meio deslocado, porque ,na verdade, este espaço não é nosso. A cada dia eles adiam mais o prazo. É desmotivante, é a terceira, quarta, quinta vez que eles mudam o prazo. Não dá mais para acreditar. Já era para as obras estarem conclusas, é um direito de nós estudantes termos condições dignas para desenvolver nossas atividades. As pessoas não sabem as condições reais em que se encontram a universidade, só quem sabe é quem está aqui. Dá até vergonha de dizer as condições nas quais estudamos.” Desabafa Maurício Miranda, estudante do terceiro semestre de jornalismo da universidade que participou da manifestação.
Com apitos, os estudantes chamaram a atenção da imprensa e preocuparam a polícia, que para evitar o que eles acreditavam ser uma possível invasão da câmara, fecharam a entrada com oficiais e, só depois de diversas negociações, foi liberada a entrada de uma comissão composta por 3 estudantes e um professor. Este grupo conseguiu uma reunião informal com o reitor Paulo Gabriel Nacif, o vice-reitor Sílvio Soglia, o secretário de Educação Adeum Sauer e o acessor direto do governador Fernando Schmidt que prometeu levar a pauta de reivindicações ao governador Jaques Wagner e se possível ao presidente Luís Inácio Lula da Silva.
O docente Amílcar Baiardi, foi o único docente que participou ativamente da manifestação, segurou faixas, colocou nariz de palhaço e chamou gritos de ordem em favor dos estudantes. Baiardi acredita que a pouca adesão dos professores ao movimento, foi porque a maioria deles está em estágio probatório, têm medo de possíveis retaliações, além de que, os professores têm uma capacidade de mobilização menor. Para ele, o maior saldo da manifestação foi ouvir do chefe de gabinete do governador, que a entrega do prédio até o dia 18 de outubro deste ano, era um compromisso.
O problema se agrava, pois no segundo semestre do ano letivo,entrarão quatro novas turmas que incharão ainda mais o espaço onde os alunos têm aula. Porém, como medida paleativa, o reitor da universidade já garantiu que os alunos serão relocados para o prédio, onde funciona o atual INSS de São Félix. “ O prédio já foi alugado. Em agosto as aulas acontecerão lá, até a conclusão do Leite Alves em outubro”. Mas, enquanto isso não acontece a comunidade acadêmica do CAHL, continuam esperando a sede oficial do campus, e com a grande expectativa que isso realmente ocorra na data limite de 18 de outubro de 2008.
Os estudantes da UFRB manifestam no dia 25 sua indignação com a situação da universidade
“O dinheiro do meu pai não é capim, eu quero o Leite Alves, sim. Eu quero, eu quero, eu quero o Leite Alves sim. O dinheiro do povo não é capim, eu quero o Leite Alves sim”; cantavam em coro os estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na histórica Praça da Aclamação de Cachoeira no dia 25 de Junho. No mesmo local há 186 anos os cachoeiranos lutavam pela Independência da Bahia.
Aproveitando a presença do governador, Jaques Wagner, e de outras autoridades na cidade - capital simbólica do estado neste dia -, os estudantes da UFRB se organizaram para reivindicar o término das obras do Quarteirão Leite Alves, futuro campus da universidade, e melhoria na assistência estudantil. A idéia da manifestação surgiu a partir dos diretórios acadêmicos dos cursos do CAHL- Centro de Artes Humanidades e Letras,que levaram para discussão em assembléia geral o modelo da manifestação.
Vestidos de preto e com narizes de palhaço, os estudantes seguravam faixas com frases como “ Universidade Pública e de qualidade já!”, “Movimento dos estudantes sem-teto”, “3 anos de espera!” entre outras.
Os estudantes estão a dois anos em locação provisória em um prédio anexo do Colégio Estadual da Cachoeira. A cada dia o governo federal dá um novo prazo e justificativa para o atraso das obras.
“Eu esperava encontrar tudo, mas não encontrei nada. Idealizei uma universidade cheirando a tinta, com cadeiras novas, laboratórios...Cheguei aqui e encontrei este prédio horrível. Deu vontade de voltar para casa. Eu me sinto meio deslocado, porque ,na verdade, este espaço não é nosso. A cada dia eles adiam mais o prazo. É desmotivante, é a terceira, quarta, quinta vez que eles mudam o prazo. Não dá mais para acreditar. Já era para as obras estarem conclusas, é um direito de nós estudantes termos condições dignas para desenvolver nossas atividades. As pessoas não sabem as condições reais em que se encontram a universidade, só quem sabe é quem está aqui. Dá até vergonha de dizer as condições nas quais estudamos.” Desabafa Maurício Miranda, estudante do terceiro semestre de jornalismo da universidade que participou da manifestação.
Com apitos, os estudantes chamaram a atenção da imprensa e preocuparam a polícia, que para evitar o que eles acreditavam ser uma possível invasão da câmara, fecharam a entrada com oficiais e, só depois de diversas negociações, foi liberada a entrada de uma comissão composta por 3 estudantes e um professor. Este grupo conseguiu uma reunião informal com o reitor Paulo Gabriel Nacif, o vice-reitor Sílvio Soglia, o secretário de Educação Adeum Sauer e o acessor direto do governador Fernando Schmidt que prometeu levar a pauta de reivindicações ao governador Jaques Wagner e se possível ao presidente Luís Inácio Lula da Silva.
O docente Amílcar Baiardi, foi o único docente que participou ativamente da manifestação, segurou faixas, colocou nariz de palhaço e chamou gritos de ordem em favor dos estudantes. Baiardi acredita que a pouca adesão dos professores ao movimento, foi porque a maioria deles está em estágio probatório, têm medo de possíveis retaliações, além de que, os professores têm uma capacidade de mobilização menor. Para ele, o maior saldo da manifestação foi ouvir do chefe de gabinete do governador, que a entrega do prédio até o dia 18 de outubro deste ano, era um compromisso.
O problema se agrava, pois no segundo semestre do ano letivo,entrarão quatro novas turmas que incharão ainda mais o espaço onde os alunos têm aula. Porém, como medida paleativa, o reitor da universidade já garantiu que os alunos serão relocados para o prédio, onde funciona o atual INSS de São Félix. “ O prédio já foi alugado. Em agosto as aulas acontecerão lá, até a conclusão do Leite Alves em outubro”. Mas, enquanto isso não acontece a comunidade acadêmica do CAHL, continuam esperando a sede oficial do campus, e com a grande expectativa que isso realmente ocorra na data limite de 18 de outubro de 2008.
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